Como criar uma persona para loja de carros

Como criar uma persona para loja de carros

Hoje, quero responder uma pergunta que complementa muito bem o assunto: como criar uma persona (ou buyer persona)? Se você quer usar o Marketing Digital na sua loja de carros, precisa estar familiarizado com este conceito para aplicá-lo a seu favor. Tenho certeza de que o exemplo que vou mostrar mais adiante deixará você com vontade de experimentar!

Para começar, tenha em mente que:

Persona é diferente de público-alvo!

Como vimos, público-alvo é um grupo específico de consumidores que compartilham um perfil semelhante. Uma vez que você identifica a possibilidade de atender seus desejos e necessidades de maneira eficiente, eles se tornam o foco das ações de Marketing e vendas do seu negócio.

Já a buyer persona é um perfil fictício – mas baseado em dados de clientes reais! – que incorpora todas as características do seu cliente ideal. É como se você transformasse uma base inteira de clientes em alguém com nome, histórico, estilo de vida, hobbies, valores, dúvidas, ambições e necessidades sobre seu produto ou serviço.

Uma ou mais personas, quando bem definidas, são fundamentais para suas estratégias de Marketing Digital, como criação de conteúdo e campanhas bem direcionadas. Sua chance de fechar negócio aumenta quando a mensagem certa é passada para a pessoa certa, concorda? Talvez você fale para menos gente, mas com certeza sua assertividade será maior.

Para facilitar a diferenciação, entenda a buyer persona como um conceito estendido de público-alvo. Se nele você tem noção de quem são os clientes por meio de dados demográficos e socioeconômicos, entre outros, quando se fala em persona o nível de detalhamento vai muito além, como explicarei a seguir.

Um exemplo

Vamos lembrar do exemplo de público-alvo que dei no post sobre o assunto?

  • Gênero: Mulheres
  • Idade: De 25 a 40 anos
  • Formação e profissão: Com formação superior ou pós-graduação, em situação estável de carreira
  • Renda mensal: De R$ 5.000,00 a R$ 10.000,00
  • Estado civil: Solteiras
  • Região da cidade, do estado ou do país: Residentes em Londrina

Agora veja a diferença para o exemplo de persona criado a partir dos dados acima e acrescido de informações:

Carolina, 33 anos: Publicitária, trabalha como gerente de Marketing de uma marca de roupas em Londrina. Possui situação estável de carreira e gasta parte do salário com restaurantes, bares e lazer. Cuida da aparência e do bem-estar, por isso, frequenta salões de beleza, shoppings e academias de ginástica. Gosta de viajar aos fins de semana para visitar a mãe, que mora no litoral. Como não tem carro, vai de ônibus e deixa seu cachorro de estimação num hotel para pets. Gostaria de comprar um veículo compacto e econômico, mas estiloso e confortável, para que possa se locomover dentro da região em que mora e viajar para a praia na companhia do cão.

Percebeu a diferença de como criar uma persona?

Se fôssemos observar apenas o público-alvo, teríamos, dentro da mesma base de pessoas, uma infinidade de mulheres com características distintas. Existiriam as solteiras, mas com filhos, o que implicaria na necessidade de um automóvel maior. Da mesma forma, haveria aquelas cuja profissão demanda veículos robustos, como no caso de uma agrônoma, por exemplo. E teríamos também uma parcela que representa a Carolina, descrita ali em cima.

Repito: Apresentar soluções dentro de uma segmentação de público bem delineada pode trazer mais resultados do que simplesmente anunciar para uma base genérica de pessoas! Isso gera economia de tempo e de dinheiro. Além do mais, uma comunicação dirigida a suas personas é capaz de criar vínculo entre elas e sua marca, o que vale ouro atualmente.

Como criar uma persona?

Entenda: como criar uma persona não é achismo. Assim como na questão do público-alvo, você precisa se apoiar em informações verdadeiras. É por isso que, como já disse antes, ter uma base de dados completa sobre seus clientes é algo fundamental. Também vale investigar junto a eles seus problemas, seus desejos e suas necessidades relacionados ao nicho de mercado da sua empresa. Vale também sondar clientes em potencial. Tudo isso deve acontecer por meio de pesquisas e entrevistas. Desta forma, ao cruzar as respostas, você verificará pontos em comum para desenhar uma ou mais personas.

Outra maneira interessante de como criar uma persona é observando o próprio mercado. Já faz algum tempo que os motoristas de aplicativo alugam carros dentro dos padrões pedidos pelas empresas para trabalhar. Todos os dias, se forçam a bater determinadas metas para que possam pagar a locação no fim do mês e ter margem de lucro. Alguns dizem que não possuir carro próprio permite a variação constante de modelos e poupa os veículos do desgaste. Ainda assim, no fim das contas, não consideram que o aluguel é um dinheiro perdido, que não volta mais.

Para resolver uma questão de estoque na BellosCar, pensei justamente nesta persona. Foi assim:

O caso dos Voyages

Tínhamos comprado 10 Voyages 1.6 completos, com ar condicionado e direção hidráulica. Todos estavam com uma média de 20 mil quilômetros rodados. Por incrível que pareça, ficamos com eles parados na loja durante 40 dias. Nenhum tinha sido vendido. Meu gerente, preocupado com a situação, comentou que talvez o melhor seria baixar o preço. Disse para ele que não, porque havia um público comprador ideal para aquele tipo de carro.

https://youtu.be/q9fG-zfQAFQ

Na hora, peguei o celular e gravei um vídeo, eu mesmo, para chamar a atenção desta persona. Comecei me direcionando, então, a motoristas de aplicativo que trabalham com carros alugados. Lembrei que eles pagavam uma média de R$ 1.700,00 por mês na locação de um veículo 1.0, enquanto a BellosCar oferecia uma opção superior por um valor muito menor: R$ 889,00 a parcela, sem nada de entrada. Isso, claro, com um grande detalhe: o automóvel seria próprio no fim das contas, tudo isso pela metade do valor mensal gasto normalmente.

Campanha

O vídeo foi direcionado para potenciais clientes pelas plataformas de gerenciamento de anúncios do Facebook e do Instagram. Também fizemos um material gráfico. Escolhemos atingir pessoas com as características a seguir:

  • De Curitiba e região metropolitana (raio de 40 quilômetros);
  • Interessados em Uber, 99 Táxi e motoristas em geral (excluindo rendas superiores);
  • De 23 a 55 anos.

A campanha durou 10 dias e pausamos os anúncios durante a madrugada, das 23h59 até 7h.

Preciso dizer o que aconteceu? Em uma semana, vendemos os 10 Voyages! A procura foi tanta que compramos mais 10 e revendemos todos na semana segu inte. Depois, compramos mais 6, também vendidos em poucos dias. Só não vendemos mais porque o modelo com as condições que queríamos ficou em falta no mercado!

Acredito que a história que acabei de contar deixa muito claro o poder de vendas vindo da divulgação do produto ideal para a persona correta. Especialmente porque motoristas de aplicativo não costumam ser o público-alvo da BellosCar, mas, pontualmente, integraram a buyer persona que desejamos naquele momento.

Até mais!

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Motivo 1: Precificação incorreta e margem apertada Primeiramente, é crucial entender que o lucro da venda não é determinado apenas no momento da saída do veículo, mas sim na compra e na precificação correta.   Muitas vezes, lojistas definem o preço de venda baseando-se exclusivamente na tabela FIPE ou na média dos portais de classificados, ignorando completamente os custos reais da sua operação.   Consequentemente, essa prática gera uma falsa sensação de lucro bruto, quando, na verdade, a margem líquida está sendo corroída por despesas invisíveis que não foram contabilizadas no cálculo inicial.   Além disso, a precificação incorreta frequentemente nasce do medo de perder a venda para a concorrência, o que leva a descontos agressivos sem critério técnico.   No entanto, vender barato para girar caixa a qualquer custo é uma armadilha perigosa, pois cria um ciclo vicioso onde a loja precisa vender cada vez mais apenas para cobrir os buracos deixados pelas vendas anteriores mal precificadas.   Outrossim, a falta de uma ferramenta que mostre a margem de contribuição exata em tempo real faz com que o gestor aceite propostas que, na prática, dão prejuízo.   Portanto, para voltar a lucrar, é imperativo abandonar o “achismo” na hora de colocar preço no carro e adotar uma metodologia que considere todos os custos envolvidos, garantindo que cada negociação contribua positivamente para o resultado final. Motivo 2: Processos manuais e perda de leads Em segundo lugar, a desorganização processual é um dos maiores ralos de dinheiro em uma revenda, visto que a dependência de processos manuais gera ineficiência e perda de oportunidades.   Ainda que sua equipe de marketing faça um excelente trabalho trazendo leads qualificados, se esses contatos caem em um “limbo” de planilhas de Excel ou anotações em cadernos, o investimento foi desperdiçado.   Inegavelmente, a velocidade de resposta é determinante no mercado automotivo; logo, não atender um lead prontamente, ou não dar um follow-up adequado, pode fazer com que o lead procure um concorrente mais ágil.   Dessa forma, a loja não perde apenas a venda, mas também todo o custo de aquisição daquele cliente (CAC), o que impacta diretamente na lucratividade.   Ademais, processos manuais estão sujeitos a falhas humanas constantes, como esquecer de retornar uma ligação, perder o histórico de negociação ou enviar uma proposta com valores errados.   Sob o mesmo ponto de vista, a falta de um sistema integrado obriga a equipe a gastar horas preenchendo contratos à mão ou redigitando dados em diferentes plataformas, tempo este que deveria ser dedicado a vender.   Por conseguinte, a produtividade do time despenca e o custo operacional por venda aumenta.   Para que a loja volte a dar lucro, é fundamental automatizar essas rotinas repetitivas.   Ao passo que você elimina a burocracia manual, você blinda sua operação contra erros básicos e garante que cada lead gerado seja tratado como uma oportunidade real de receita, maximizando o retorno sobre o investimento em marketing. Motivo 3: Estoque parado e compras mal planejadas Outro fator determinante para a falta de lucro é a gestão ineficiente do ativo mais caro da sua loja: o estoque.   Um carro parado no pátio não é apenas um bem esperando para a venda; ele está se depreciando diariamente e gerando custos de manutenção.   Sempre que um veículo ultrapassa o prazo saudável de giro (geralmente acima de 45 ou 60 dias), ele começa a “comer” a margem de lucro projetada.   Inesperadamente, muitos lojistas só percebem isso quando é tarde demais e precisam liquidar o veículo a preço de custo.   Isso ocorre, principalmente, devido a compras mal planejadas, baseadas no gosto pessoal do dono em vez de dados de mercado e liquidez.   Além disso, a falta de um mix de produtos estratégico faz com que a loja fique refém de modelos que têm baixa procura na sua região ou que exigem preparações muito custosas.   Por exemplo, comprar um carro que precisa de reparos complexos pode travar o capital por semanas na oficina.   Nesse sentido, o lucro da loja está diretamente ligado à velocidade com que você consegue transformar o carro em dinheiro novamente.   Portanto, monitorar indicadores como o tempo médio de estoque e a idade de cada veículo é obrigatório. Motivo 4: Falta de controle financeiro real Igualmente grave é a ausência de um controle financeiro profissional, que vai muito além de apenas conferir o saldo bancário no fim do dia.   Revendas cometem o erro clássico de misturar as contas pessoais com as da empresa, o que torna impossível saber se a loja realmente dá lucro ou se está apenas financiando o estilo de vida dos sócios.   Sem dúvida, essa confusão patrimonial mascara a realidade do negócio e impede a identificação de onde estão os excessos de gastos.   Ainda mais, sem um fluxo de caixa detalhado e categorizado, o gestor não consegue enxergar despesas ocultas, como: • juros bancários por antecipação de recebíveis • gastos excessivos com preparação • comissões pagas indevidamente   Por outro lado, a falta de controle financeiro real impede o planejamento a longo prazo e a criação de reservas de emergência.   Visto que o mercado automotivo é cíclico e sujeito a oscilações sazonais, operar sem